O Moço

Em 2015 nasce a trajetória artística de O Moço, com seu primeiro trabalho autoral, o disco "Afinal tudo é subjetivo" é sem duvida o ponta pé inicial no mundo da arte. 

"Para os admiradores da cultura forjada no Vale do Jequitinhonha, é conhecida a história de como artistas vivendo no êxodo fizeram da paisagem agreste a substância elementar de uma arte ao mesmo tempo cotidiana e universal. Mas pouco se comenta das novas mãos e vozes que ao seu modo estão renovando a lírica insurgente responsável por cantar a labuta daquele povo empenhado em superar o estereótipo de vale da pobreza e construir a mística de um vale de cultura. Surgida nas lonjuras dessa terra, a música de Eliezer Gonçalves é mais um talento se somando a essa interminável labuta . Embora seja menestrel de cantigas distantes do regionalismo tradicional do Jequitinhonha, foi na região que Eliezer se fez artista; foi nas cidades onde morou que aprendeu a desafiar cantando a modorra de um sol inclemente e as poucas oportunidades da juventude interiorana. Rodas de violão ao luar foram a sua verdadeira escola;

  As amizades suas primeiras inspirações. Se foi no êxodo onde muitos dos jequitinhonhenses redescobriram na arte a paisagem de suas terras, foi também no êxodo que Eliezer descobriu a sua personalidade musical, marcada, principalmente, pela sincronia entre o novo e o familiar, o cotidiano e o universal. O título de seu primeiro disco é, na verdade, uma indagação que lhe guia numa incursão musical, quase filosófica, pelas veredas da alma humana. Eliezer instiga a pensar e sentir a cada melodia, em cada verso e em cada letra que se a busca pelo sentido de nossas experiências é uma ação transpassada pelo íntimo, nem por isso, é inteiramente desprovida de um estreito contato com a imanência da vida exterior a nós.

A pergunta "Afinal, tudo é subjetivo?" soa em cada canção como a redescoberta de si mesmo, tomando as próprias paixões por substrato da verve harmoniosa que perpassa o disco.

Acompanhado da melodiosa guitarra ajustada ao transito de seus prazeres infantis, Eliezer canta a descoberta aterradora de que "tudo na vida passa" e cede lugar à certeza de que o amor permanecerá impregnando tudo ao redor; Narra o trânsito do amor passando de "Sahory" a uma menina de "All Star" "preto, de vestido e cabelo preso". "De espaço em espaço", navegando "acima do sol" procura conhecer alguém que cative, encontra a batalha diuturna travada de "corpo a corpo... frente a frente", sempre junto aos seus, Eliezer quer ser feliz e cantar pra cruzar o "labirinto" da "arte de ser". Sempre resistindo, com a cordialidade, alegria e disposição de sempre ele descortina o "brilho" no gume calmo dos olhos de "Pietro", seu sobrinho, que antes mesmo de nascer já era inspiração. Enfim, ao terminar de ouvir o disco a trajetória pessoal de Eliezer foi desenhada em letra e melodia, mas, urdida de sentimentos comum a todos, renova a expectativa de amizade e esperança."

ERIC RENAN - Filósofo

"Cantor, compositor e instrumentista, O Moço, é a identidade amadurecida de Eliezer Gonçalves que estreou sua carreira musical em 2015 com o álbum "Afinal, tudo é subjetivo". Em 2016 recebeu o "Prêmio do Público para Videoclipe de Música Própria" na 4ª edição do Festival de Clipes e Bandas pelo videoclipe da música "All Star".  

Em 2017 lançou o álbum sonoro "O Moço", que marcou também sua transição de identidade. Tendo apresentado seu trabalho autoral em diversos palcos e com forte engajamento virtual, O Moço, vem se destacando com um dos mais novos artistas independentes do cenário cultural mineiro."

DJALMA RAMALHO - Cantor, compositor, ator e produtor.

— O Moço —


EP gravado em Belo Horizonte, mixado e masterizado no estudio "Receita Caseira" por Bruno Tonelli. Contém 4 faixas inéditas e marca o inicio de um novo conceito para  o artista.

1 - Margot Frank

2 - Cao

3 - Sábado

4 - A  Moça de vermelho